Quando meu pai faleceu (1987) e minha mãe (1992), a dor da perda foi muito forte. Foram as minhas primeiras experiências com a morte. Há exatamente um ano atrás, passei novamente por essa experiência de uma maneira bem marcante. Dia 04 de novembro de 2008, Josué, meu irmão, então com 65 anos, veio a falecer devido a uma infecção generalizada. Não sabemos onde ele contraiu essa infecção, já que ele residia no Espírito Santo, vindo para BH com a sua saúde bem abalada (gota, reumatismo e psoríase). Cuidei o tempo todo dele no hospital durante uma semana. De repente, ele entra em coma! Para mim foi algo inaceitável e incompreensivel pois, a meu ver, ele estava melhorando a cada dia. Sua morte foi um choque para todos seus irmãos. Sempre achei que acontecimentos desse tipo somente ocorreriam em minha família, quando estivéssemos bem velhinhos. Passados quatro dias após o falecimento de Josué, recebo um telefonema de minha cunhada me comunicando que Moisés, meu outro irmão, então com 64 anos, havia sofrido um ataque cardíaco e estava em coma no hospital. Nesta hora entrei em choque sem saber o que falar, o que fazer, como agir. Isso se deu em um sábado. No domingo, após voltar da feira na Afonso Pena (é o meu "ganha-pão"), fui visitá-lo no hospital. Foi uma cena muito marcante vê-lo tão forte e saudável, inconsciente em uma cama na UTI. Enquanto estive ao seu lado, orei em voz alta, citei versículos bíblicos, na esperança de que ele pudesse estar me ouvindo. Não sei se ele podia me ouvir, mas sei que senti muita paz no meu coração naquela hora. Após 15 dias, Moisés veio a falecer. Nesta hora o mundo desabou! Perder dois irmãos, em um espaço de tempo tão pequeno, abriu um vazio emocional imenso em minha vida e se não fosse o Senhor ao meu lado, eu teria sucumbido diante da dor e dos "porquês" que nos vem a mente nestas horas, sem nenhuma explicação. Conhecer a Verdade, Josué e Moisés conheciam, pois fomos criados em um lar evangélico (meu pai era pastor da Igreja Metodista do Brasil). Josué professou sua fé, após sua conversão já adulto, mas Moisés não abria o seu coração para Deus. Não sabíamos o que se passava no seu íntimo, já que ele era uma pessoa muito fechada. Se preocupava com todos os irmãos, mas não queria que nós nos preocupássemos com ele. Diante dessa angústia no coração de todos da família, minha irmã caçula (Eloá Jane, que reside nos EUA), não pôde vir ao sepultamento de seus irmãos, mas buscou a Deus, em oração, jejum e muito choro, uma resposta para tais acontecimentos. Deus respondeu para ela: "Não se preocupe. Se eu cuidei do primeiro, por que não cuidaria do segundo?". Quando todos da família ficamos sabendo do que Deus falara, tivemos a certeza de que os dois estão apenas descansando, aguardando o momento de encontrarmos com o nosso Pai. O socorro, o conforto e a presença de Deus nesta hora foi sentida e eu pude perceber que o Senhor estava ao meu lado. A tristeza por essas duas perdas eu ainda sinto.Às vezes as lágrimas descem de saudade! Mas sei que foi o Senhor quem os levou. Aleluia! Aproveito para agradecer a todos do coral que se preocuparam comigo e em sustentaram em oração nesta fase que passei. Muito obrigada! Deus abençõe a todos!!!Meu nome é Rosane Silva Pereira Dias, e faço parte do Coral Kerygma há um ano e dois meses, e sou segundo soprano.
